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Um Pequeno Cravo

  • Foto do escritor: Tatiana Moreira
    Tatiana Moreira
  • 13 de abr. de 2025
  • 1 min de leitura

Era uma vez um pequeno cravo que veio iluminar um longo tempo de escuridão.

Não foram fáceis, para ele, os anos que se seguiram. Mas houve sempre alguém a protegê-lo e ele pôde continuar com a sua árdua luta.

No seu presente, parece que há demasiadas pessoas a querer murchá-lo. Isso não só o entristece, como o confunde.

“Porque não gostam de mim? Pensava que simbolizava algo bonito”, questionava, numa profunda melancolia, o pequeno cravo.

“E simbolizas, cravinho. És símbolo de uma das mais belas coisas. Vê bem, o ser humano caracteriza-se a si próprio como o mais racional dos seres. Mas, por vezes, essa racionalidade é mera ilusão do seu ego. É-lhe difícil perceber o tanto que magoa o outro, simultaneamente prejudicando-se a si mesmo. Não entende a importância daquilo que tem, até deixar de o ter. Não entende como aquilo que tenta destruir é o que lhe permite viver”, respondeu-lhe a Natureza.

O pequeno cravo sentiu dentro de si uma certa revolta. “Mas que espécie estranha”, pensou. Porém, ao mesmo tempo, reparou na maneira como tantos o admiravam, tantos o defendiam, tantos o protegiam. Sentia uma pequena esperança. Isso dava-lhe força e, por isso, recusava-se a murchar.


A Liberdade ainda é jovem.

Não a deixemos morrer tão cedo.




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