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Viver

  • Foto do escritor: Tatiana Moreira
    Tatiana Moreira
  • 16 de nov. de 2025
  • 1 min de leitura

Tenho consciência de que sou o que sou por aquilo que fui. E que, por aquilo que sou, um dia serei algo mais - consequência do que terei sido. Ainda assim, teimo em cortar este fio transparente que é o passado. Talvez por não querer dourar as lágrimas que verti e os pesos que senti. Por querer fingir que o que aconteceu não aconteceu - ou que o que nunca aconteceu pudesse ter acontecido. Quiçá estivesse melhor nesta existência minha.

Vejo o quão longa é a vida na sua curteza. O tempo que me resta para construir a minha felicidade. Oxalá pudesse enviar cartas ao meu passado, presente e futuro. O tanto que lhes diria, mesmo as palavras faltando. Pudesse eu mostrar-lhes a beleza singular da vida na sua turbulência confusa. Quanto arrependimento, ansiedade e incerteza. Quanta alegria, sonhos e amor. 

Aquilo que pretendo nesta minha breve passagem no mundo não é viver numa atuação constante de ilusório contentamento e perfeição. É aprender a ser humana e permitir-me sê-lo. Dar lugar ao medo e à amargura. Deixar entrar o prazer e a alegria. Abraçar, por fim, a realidade do meu ser e entendê-la como a essência da raridade da vida.



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